Das minhas recentes aventuras no fabuloso (e perigoso) mundo da arte, esbarrei com o barroco Rembrant. Ele tem um quadro famouso mostrando as peripécias do doutor-sem-doutorado Nicolaes Tulp, um reconhecido médico holandês que ficou famoso pelas suas aulas de anatomia. Pra isso, Tulp usava corpos dos mortos na guilhotina - os sem honra a proteger - e dissecava frente a alunos, curiosos e o pintor em questão.
terça-feira, 20 de maio de 2008
Livre associação de idéias
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Lisboeta
A primeira impressão de Lisboa é de que voltamos pro Brasil. Mais especificamente, pra Salvador. Uma Salvador, em maio, com clima ameno e mais, muito mais, elevadores Lacerda.
Primeira impressão essa, claro, porque todo turista que preze sua visita à capital lusa deve começar pelo centro histórico. Descer pela Rua Augusta (sim!) vendo as lojas e cafés abarrotados de europeus não-portugueses, os mímicos, os falsos índios vendendo cds, os pedintes, a fila do elevador pros bairros altos. Pra acrescentar, os prédios tipicamente europeus do século XVII, com adicionais art nouveau e calçada de paralelepípedos. Se, ao descer até a praça do Comércio puder voltar a pé pelo Chiado, só então o passeio fica completo: ruelas estreitas vencem o morro com casas de fado a torto e direito, comida tipica e, claro, muita caipirinha em todo lugar. Tirando o bacalhau, longe de ser uma muqueca ou vatapá, estamos sim em Salvador.
À noite, porém, um passeio ao centro te leva pra São Paulo. Muitos bancos, edíficios modernos comerciais, trânsito e praças com pretensão (frustrada) de oxigenação. O turista menos informado (eu!) pode topar com uma manifestação de jovens às 23h e, claro, um mega evento à black tie na entrada da tourada - sem sangue, na versão portuguesa, onde até sete toureiros tentam vencem o animal na força física.
Lisboa, limpa e simples, é Belém. O resto é mais do mesmo pra brasileiros, no melhor custo benefício que a mistura Salvador-São Paulo pode oferecer: intensidade cultural, seja moderna ou num retorno ao passado, clima ameno, o Tejo substitui o mar sem a umidade baiana. Só falta mesmo o povo (ah, o povo!) brasileiro. De resto, nem os trombadinhas deixam a desejar.
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