A primeira impressão de Lisboa é de que voltamos pro Brasil. Mais especificamente, pra Salvador. Uma Salvador, em maio, com clima ameno e mais, muito mais, elevadores Lacerda.
Primeira impressão essa, claro, porque todo turista que preze sua visita à capital lusa deve começar pelo centro histórico. Descer pela Rua Augusta (sim!) vendo as lojas e cafés abarrotados de europeus não-portugueses, os mímicos, os falsos índios vendendo cds, os pedintes, a fila do elevador pros bairros altos. Pra acrescentar, os prédios tipicamente europeus do século XVII, com adicionais art nouveau e calçada de paralelepípedos. Se, ao descer até a praça do Comércio puder voltar a pé pelo Chiado, só então o passeio fica completo: ruelas estreitas vencem o morro com casas de fado a torto e direito, comida tipica e, claro, muita caipirinha em todo lugar. Tirando o bacalhau, longe de ser uma muqueca ou vatapá, estamos sim em Salvador.
À noite, porém, um passeio ao centro te leva pra São Paulo. Muitos bancos, edíficios modernos comerciais, trânsito e praças com pretensão (frustrada) de oxigenação. O turista menos informado (eu!) pode topar com uma manifestação de jovens às 23h e, claro, um mega evento à black tie na entrada da tourada - sem sangue, na versão portuguesa, onde até sete toureiros tentam vencem o animal na força física.
Lisboa, limpa e simples, é Belém. O resto é mais do mesmo pra brasileiros, no melhor custo benefício que a mistura Salvador-São Paulo pode oferecer: intensidade cultural, seja moderna ou num retorno ao passado, clima ameno, o Tejo substitui o mar sem a umidade baiana. Só falta mesmo o povo (ah, o povo!) brasileiro. De resto, nem os trombadinhas deixam a desejar.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Lisboeta
Postado por
Concreto
às
23:41
Marcadores: lisboa portugal
Assinar:
Postar comentários (Atom)






0 comentários:
Postar um comentário