Todo mundo sempre diz as vantagens de fazer um intercâmbio como o meu. Conhecer novas culturas, novas pessoas. No mais, você pode se reinventar - começar do zero tem dessas coisas.
Daí que é bem assim mesmo: você entra numa sala nova-cultura, cheia de novas-pessoas, e ninguém olha pra você. Você faz um amigo, conversa com pessoas mais velhas - que têm mais abertura e sempre te tratam como sobrinha.
Daí que você faz vááários amigos intercambistas, um mais maravilhoso que o outro, e você sabe que poderia absorver mais disso dos nativos também. Mas quem atrapalha, aí, são as pessoas.
Daí você apresenta um bom seminário de quinze minutos na sua turma. Depois disso, as pessoas passam a olhar nos seus olhos e te dão bom dia. Você é, reiventado então, reconhecido como um igual, competente e tem até respeito. Uma coisa infantil essa de desconfiar até que se prove o contrário. Quem atrapalha, aí, é a cultura.
Então você, que queria mais conhecer a cultura e acredita que o que vale mais em qualquer lugar é a alma (no sentido de peculiaridade e história) de cada pessoa que você conhece... você admira ainda mais o lugar de onde você veio, a sua própria cultura e a peculiaridade e história dos amigos que você já conhece.
Eu, em dois meses, vivo mais Brasília do que nunca.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Pitoresco
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Concreto
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00:20
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2 comentários:
Ai ti lindo depoimento!!!
Mas juro que eu realmente quero experimentar o q vc tá experimentando, não pra dar valor, mas pra experimentar mesmo... quem sabe assim, naturalmente, eu dê valor depois... aconteceu qdo fui pra BH, mas o desânimo já voltou todo... :(
Saudades docê
Pirotesco, eu diria....
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